Notícia

SEFAZ

Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas
Terça, 16 Agosto 2016 11:14

Economia, Governo e resultados

George Santoro, secretário de Estado da Fazenda de Alagoas

Não é novidade para nenhum alagoano que a situação do país, desde o ano passado, está ruim. Sendo uma mera constatação da realidade, basta ele estar atento ao seu dia a dia que os sinais estão aí: são preços subindo, lojas vazias, conhecidos desempregados ou, no mínimo, sobra menos dinheiro para o seu lazer no fim de semana.

Infelizmente, na Região Nordeste do país este problema ficou mais perceptível em 2016, porque temos menos poupança que as demais regiões e isto acontece simplesmente por sermos mais pobre.

Neste cenário, é fundamental que o Governo do Estado exerça sua função estabilizadora na economia e também indutora. Ao analisar a matriz insumo produto de Alagoas, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), podemos concluir a atuação do Governo representa cerca de um terço da economia deste Estado. Assim, qualquer problema no seu fluxo de pagamentos a fornecedores ou a servidores num cenário econômico recessivo poderia ser catastrófico.

Tendo plena consciência da situação que o país iria passar e de sua importância na economia Alagoana, tomamos diversas atitudes desde o ano passado. À época, muitos não compreenderam a grande redução de despesas que fizemos, como hoje também não compreendem outras medidas, como, por exemplo, cobrar tributos de grandes empresas nacionais que há mais de 12 anos não eram fiscalizadas aqui em alagoas. Dessa forma temos mantido todos os nossos pagamentos em dia, diferente de outras unidade federativas.

Nossos servidores não tiveram os reajustes que merecem nesse período, mas conseguimos atender a diversos pleitos e ainda aumentá-los em 5% em plena crise e honrar um aumento para os militares de cerca de 30%, mesmo que o FPE – Fundo de Participação dos Estados, principal receita do Estado que é transferida pela União, tenha caído nos últimos dois anos.

Se hoje temos uma acordo nacional, após 20 anos para a dívida pública dos Estados, isso é decorrência da primeira proposta feita pelo Estado de Alagoas, em junho de 2015, com termos praticamente iguais a atual que é até mais favorável que a nossa, resultado de muitas viagens e discussões com três equipes econômicas diferentes.

Em nossa missão de induzir a economia, melhoramos a competitividade das empresas alagoanas em diversos segmentos com alterações na legislação tributária que estava parada na década de 90.

Ajudamos o setor sucroalcooleiro a obter o aval da União em uma operação que injetará novo fôlego neste segmento econômico. O país ainda enfrentará um longo processo de recuperação econômica, mas nosso Estado não perdeu tempo nesses 16 meses e avançou muito se preparando para esse processo de retomada que se aproxima. Avante Alagoas!